POLÍTICA

Briga com Cármen Lúcia: Um grande tiro no pé de Gilmar

Jorge Meirelles
Jorge Meirelles 10 de abril de 2026
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Briga com Cármen Lúcia: Um grande tiro no pé de Gilmar
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O Judiciário pegou fogo, e a briga entre Gilmar e Cármen expõe as entranhas do nos…

O Brasil assistiu atônito a um embate sem precedentes no Supremo Tribunal Federal. O ministro Gilmar Mendes não poupou críticas à colega Cármen Lúcia, mirando sua gestão na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A artilharia pesada focou na morosidade dos processos, um problema que *clama por solução* em nossa justiça eleitoral.

O pivô da discussão foi o caso do ex-governador Cláudio Castro, um exemplo gritante da lentidão. Iniciado em 2022, só começou a ser julgado no TSE em novembro passado, arrastando-se até março. Dois *pedidos de vista* e o recesso judiciário apenas prolongaram um desfecho que a população espera com urgência.

A ministra Cármen Lúcia, visivelmente abalada, defendeu-se, negando qualquer falha. Para quem a conhece, foi um golpe duro: Gilmar Mendes sempre foi uma referência para ela. Esse respeito, pelo visto, ruiu em meio à fúria dos debates, revelando uma rachadura profunda na cúpula.

A resposta veio rápida. No dia seguinte, Cármen Lúcia anunciou que deixará a presidência do TSE, uma decisão que muitos interpretam como consequência direta do confronto. O *establishment* parece ter cobrado seu preço, e a pressão interna se tornou insustentável.

Para seu lugar, assume o ministro Nunes Marques. Curiosamente, Nunes é visto como um magistrado em posição antagônica a Gilmar Mendes. Essa troca promete reconfigurar o tabuleiro de poder no TSE, talvez trazendo novas tensões ou, quem sabe, um novo ritmo à corte.

É um lembrete claro de que a justiça, mesmo em suas mais altas esferas, é feita por pessoas. E onde há pessoas, há egos, há política e há a necessidade urgente de transparência e eficiência para servir ao cidadão, não aos interesses de alguns.

Jorge Meirelles
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