Revista revela segredos da última resistência dentro do STF…
A verdade sobre a CPMI do INSS foi censurada, e a justi…
Enquanto milhões de aposentados e pensionistas sangram, com R$ 6,3 bilhões em descontos ilegais entre 2019 e 2024, a maioria do Supremo Tribunal Federal enterrou a CPMI do INSS. Essa comissão era a esperança de desvendar a fraude. Um verdadeiro escárnio contra quem mais precisa e já contribuiu tanto para o país.
O papel do senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado, foi decisivo para frear a investigação. A CPMI havia protocolado um pedido de prorrogação por 120 dias, buscando mais tempo para concluir seus trabalhos cruciais em defesa dos idosos.
Mas Alcolumbre simplesmente ignorou o requerimento. Uma omissão deliberada, segundo os membros da comissão, que buscava a verdade. Esse silêncio custou caro à transparência e à apuração das irregularidades que lesam os brasileiros.
Diante do impasse, o ministro Andre Mendonça, relator do caso, agiu. Em 23 de março, ele determinou que o presidente do Senado cumprisse o regimento em 48 horas. Caso contrário, a prorrogação da CPMI seria automática, mantendo viva a esperança.
No entanto, Alcolumbre resistiu. Ele acionou a Advocacia do Senado e apostou na derrubada da decisão de Mendonça. E acertou: três dias depois, o plenário do STF, por um placar de 8 a 2, derrubou a liminar. Apenas o ministro Fux acompanhou a posição de Mendonça.
Assim, a CPMI “morreu” no sábado, 28 de março, sem concluir seus trabalhos. Os bilhões subtraídos dos aposentados seguem sem responsabilização, enquanto a voz da sociedade foi convenientemente silenciada por manobras no Congresso e no STF.