POLÍTICA

Crime ambiental no Palácio da Alvorada: Janja e Lula devoram paca e denúncia é protocolada (veja o vídeo)

Jorge Meirelles
Jorge Meirelles 07 de abril de 2026
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Crime ambiental no Palácio da Alvorada: Janja e Lula devoram paca e denúncia é protocolada (veja o vídeo)
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A hipocrisia petista não tem limites e agora a família presiden…

No Domingo de Páscoa, a primeira-dama Janja Lula da Silva chocou o país ao exibir-se preparando carne de paca para o almoço de Lula. A cena, divulgada nas redes, não passou despercebida. Afinal, a caça e o consumo desse animal, sem origem legal, configuram crime ambiental gravíssimo no Brasil.

Para o cidadão comum, a infração é clara: multas pesadas e até prisão inafiançável. Mas, para a cúpula do governo, parece haver uma regra diferente. A lei, tão rigorosa para uns, mostra-se flexível para outros. É a velha história da justiça seletiva que tanto criticamos.

Não demorou para a reação vir. O ex-deputado estadual e defensor dos animais, Rodrigo Maroni, concedeu entrevista exclusiva ao Jornal da Cidade Online, não poupando críticas. Ele questionou a postura do casal presidencial, que deveria dar exemplo, mas parece flertar com a ilegalidade.

Maroni foi direto ao ponto, lembrando a falta de posicionamento de Lula no caso do cão Orelha, assassinado em Santa Catarina.
> “Além de Lula não ter se posicionado em relação ao caso do cão Orelha, assassinado em Santa Catarina, e aqui não cobro a pessoa do Lula, eu cobro a representação institucional de um presidente da República, no maior momento de mobilização em defesa dos animais que houve no início do ano.”

Ele completou, sem meias palavras, a denúncia contra o presidente:
> “A segunda questão não foi ter tornado crime hediondo [os maus-tratos de animais], e agora essa questão da paca, ele comeu a paca, que é um crime ambiental. Se fosse qualquer outra pessoa, sairia preso. Os animais merecem respeito, eu protocolei a denúncia e quero ver se a lei funciona para todos.”

Diante de tamanha indignação, Maroni não ficou apenas nas palavras. Ele protocolou denúncias formais junto ao Ibama, ao Ministério Público Federal e à Procuradoria-Geral da República. Agora, a pergunta que fica é: a lei realmente vale para todos ou o poder garante a impunidade?

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