Bomba internacional: Decisão de juiz americano complica a situação de Vorcaro e pode acelerar a delação
Dinheiro sumido do Banco Master entra na mira da justiça americana, e a defesa tenta um truq…
A Justiça americana deu um duro golpe nos que tentam esconder patrimônio. O juiz Scott M. Grossman, da Flórida, autorizou a continuidade das investigações para rastrear bens do Banco Master fora do Brasil. A decisão, proferida nesta segunda-feira, amplia o alcance da liquidação da instituição, mostrando que não há refúgio para o dinheiro “sumido”.
O magistrado rejeitou parcialmente um pedido da defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco. A liquidante, EFB Regimes Especiais, agora tem carta branca para seguir as diligências. O objetivo é claro: identificar cada ativo relacionado ao patrimônio da instituição, não importa onde esteja escondido.
Desde janeiro, mais de 28 intimações foram enviadas a diversos estabelecimentos. Galerias de arte e empresas do setor de luxo que tiveram transações com Vorcaro estão na mira. Essa é uma estratégia fundamental para mapear as movimentações financeiras e garantir que todos os ativos sejam integrados ao patrimônio em liquidação.
Grossman foi taxativo: as investigações estão plenamente alinhadas com a legislação brasileira e as normas americanas para insolvência transnacional. O modelo permite uma apuração ampla, visando proteger os credores e impedir a dissipação de ativos. Uma prova de que a justiça, quando quer, funciona sem fronteiras.
A lei brasileira é clara: bens de administradores e pessoas ligadas à instituição podem ser bloqueados até o fim das investigações e a quitação das dívidas. O juiz americano confirmou que essa prerrogativa é compatível com o Capítulo 15 da lei de falências dos EUA, que trata de casos internacionais.
A defesa de Vorcaro tentou barrar tudo, alegando que as intimações eram “excessivamente amplas” e violavam privacidade. Mas o juiz Grossman não comprou a desculpa:
“Não houve demonstração clara de quais direitos de privacidade estariam sendo violados nem de como se aplicariam neste caso.”
As investigações seguem a todo vapor nos Estados Unidos.