URGENTE: Jair Bolsonaro deve ser solto da papuda nos próximos dias
A DECISÃO QUE PODE MUDAR A VIDA DE BOLSONA…
O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet Branco, encaminhou ao STF nesta segunda-feira, 23, parecer favorável à concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, após atualização sobre o estado de saúde do ex-presidente.
O parecer levou em consideração a gravidade do quadro clínico de Bolsonaro. Segundo o documento, a permanência em ambiente prisional pode comprometer seriamente a assistência médica necessária ao ex-presidente, que segue internado para tratamento de pneumonia bacteriana bilateral, sem previsão de alta.

Medida “adequada e proporcional”
Na avaliação da PGR, a substituição da prisão pelo regime domiciliar se mostra medida adequada e proporcional diante das circunstâncias. O órgão destacou ainda a previsão legal que admite essa concessão em situações excepcionais, especialmente quando há risco à integridade física do detento.
O argumento central gira em torno da incapacidade do sistema prisional de oferecer o tratamento exigido pelo estado de saúde de Bolsonaro. A defesa alerta para o risco de novos episódios de broncoaspiração, condição que exige monitoramento constante e estrutura hospitalar — algo inviável na sala de Estado-Maior da Papuda.
O pedido de domiciliar havia sido renovado pela defesa no dia 17 de março, após o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral. A situação é agravada pelas comorbidades preexistentes do ex-presidente, que tornam o ambiente carcerário, mesmo em condições diferenciadas, inadequado para seu tratamento.
“A substituição da prisão preventiva pela prisão domiciliar se mostra medida adequada e proporcional diante das circunstâncias excepcionais do caso.”
A bola com Moraes
Com o parecer favorável da PGR, a decisão agora cabe a Alexandre de Moraes. O ministro do STF precisará se pronunciar sobre o pedido, embora não haja prazo definido para deliberação. O fato de Paulo Gonet Branco ter assinado o parecer carrega peso técnico considerável — dificilmente ignorável.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses, condenado por crimes relacionados à suposta tentativa de golpe de Estado. Para milhões de brasileiros, a condenação ainda gera indignação e questionamentos sobre a imparcialidade do processo — e agora o país aguarda mais uma decisão crucial do mesmo tribunal.
A decisão de Moraes será um termômetro para o país. Ela dirá se o Judiciário respeita os limites da lei ou se a saúde de um preso — mesmo sendo adversário do establishment — vale menos do que a política. A Constituição, ao menos no papel, não deixa margem para dúvida.